segunda-feira, 13 de junho de 2016

11.22.63 Crítica/Reflexão...

A série 11. 22. 63 é sobre o professor do ensino médio Jake Epping (James Franco), que viaja de volta ao passado na data que nomeia a série para prevenir o assassinato do presidente John F. Kennedy. Porém, sua missão é ameaçada por Lee Harvey Oswald, pelo próprio passado que não quer ser modificado e pelo fato de ele se apaixonar. É uma adaptação do romance homônimo de Stephen King produzida pela Bad Robot de J.J. Abrams para o Hulu.
Apesar de ter visto algumas críticas negativas por conflitos em relação ao livro, tendo apenas assistido a série achei incrível. Tive uma reflexão como uma epifania e pra mim isso é o que faz algo realmente ser bom.
Sempre gostei do passado, talvez por não ser imprevisível como o futuro, já que a incerteza sempre me aterrorizou. O decorrer do tempo tem o estranho toque de nos deixar nostálgicos, como se as histórias em nossas mentes fossem eufemizadas e o sabor das lembranças boas se sobrepusessem as más, criando uma idealização do passado. Muitas vezes nos deixando presos em amores que incompreensivelmente se foram. Mas, ao mesmo tempo pode ser uma tortura a lembrança de certas escolhas, que possam ter levado a más consequências ou até trágicos fatos que marcaram nossas vidas.
A questão é que por tantas vezes nos deparamos com o passado ao ponto de viver o presente nele, se contorcendo pensando em como seria se certo amor ainda existisse, se tivéssemos tido outras escolhas ou se pudéssemos ter evitado a dor que nos assola. Porém, o passado é imutável e apesar do que tantos possam me contestar, talvez seja melhor assim. Pois, se você pudesse voltar no tempo e realmente mudar o que deseja, o que te garante que essa realidade alternativa que você criou seria melhor do que sua atual realidade? O fato é que independente de como seja sua vida, sempre existiriam dores e erros.
Então, como um professor de história sempre me dizia, não existe o e "se", simplesmente encare o que é. Enfrentar o presente seja como ele for é ter a noção de que este é uma dádiva, é perceber que o futuro pode ser o que ansiarmos. Soltar a mão do que nos prende é o primeiro passo para conquistar o que nos espera.


Nenhum comentário:

Postar um comentário