A série 11. 22.
63 é sobre o professor do ensino médio Jake Epping (James Franco), que viaja de
volta ao passado na data que nomeia a série para prevenir o assassinato do
presidente John F. Kennedy. Porém, sua missão é ameaçada por Lee Harvey Oswald,
pelo próprio passado que não quer ser modificado e pelo fato de ele se
apaixonar. É uma adaptação do romance homônimo de Stephen King produzida pela
Bad Robot de J.J. Abrams para o Hulu.
Apesar de ter
visto algumas críticas negativas por conflitos em relação ao livro, tendo
apenas assistido a série achei incrível. Tive uma reflexão como uma epifania e
pra mim isso é o que faz algo realmente ser bom.
Sempre gostei
do passado, talvez por não ser imprevisível como o futuro, já que a incerteza
sempre me aterrorizou. O decorrer do tempo tem o estranho toque de nos deixar
nostálgicos, como se as histórias em nossas mentes fossem eufemizadas e o sabor
das lembranças boas se sobrepusessem as más, criando uma idealização do
passado. Muitas vezes nos deixando presos em amores que incompreensivelmente se
foram. Mas, ao mesmo tempo pode ser uma tortura a lembrança de certas escolhas,
que possam ter levado a más consequências ou até trágicos fatos que marcaram
nossas vidas.
A questão é que
por tantas vezes nos deparamos com o passado ao ponto de viver o presente nele,
se contorcendo pensando em como seria se certo amor ainda existisse, se
tivéssemos tido outras escolhas ou se pudéssemos ter evitado a dor que nos
assola. Porém, o passado é imutável e apesar do que tantos possam me contestar,
talvez seja melhor assim. Pois, se você pudesse voltar no tempo e realmente
mudar o que deseja, o que te garante que essa realidade alternativa que você
criou seria melhor do que sua atual realidade? O fato é que independente de
como seja sua vida, sempre existiriam dores e erros.
Então, como um
professor de história sempre me dizia, não existe o e "se",
simplesmente encare o que é. Enfrentar o presente seja como ele for é ter a
noção de que este é uma dádiva, é perceber que o futuro pode ser o que
ansiarmos. Soltar a mão do que nos prende é o primeiro passo para conquistar o
que nos espera.
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